FONTE: JOHANNA NUBLAT, DE BRASÍLIA (www1.folha.uol.com.br).
O governo identificou 300
crianças e adolescentes com hanseníase em escolas públicas do país no ano
passado. A descoberta ocorreu a partir de uma campanha nas instituições de
ensino, e o Ministério da Saúde decidiu repetir a mobilização neste ano.
Dados ainda preliminares
indicam o registro no país, em 2013, de 1.866 casos de hanseníase em menores de
15 anos. As informações fechadas para o ano de 2012 apontam para a ocorrência
de cerca de 33 mil casos da doença em todas as faixas etárias.
A Saúde estima ter alcançado
20 milhões de pessoas com a campanha nas escolas.
Este ano, a campanha escolar
será feita em maio em cerca de 1.000 cidades tidas como prioritárias por terem
altas taxas de hanseníase. Em 2013, a busca ativa ocorreu em cerca de 800
municípios, distribuídos principalmente em Estados do Norte, Nordeste e
Centro-Oeste.
Na campanha, os estudantes
recebem panfletos orientando a busca de manchas por meio de um autoexame (no
caso de crianças pequenas, o exame deve ser feito pelos pais). Jovens que
identificam manchas são encaminhados ao serviço de saúde, explicou Jarbas
Barbosa, secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde.
Identificar uma criança doente
significa uma provável fonte de infecção na mesma residência, com adultos
doentes ainda não diagnosticados, segundo Artur Custodio, coordenador nacional
do Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase).
Barbosa diz que não estão
fechados os dados de quantas pessoas doentes estão associadas às 300 crianças
diagnosticadas pela escola.
Por causa do dia mundial
contra a hanseníase, celebrado no final de janeiro, o Ministério da Saúde lança
hoje uma campanha de alerta sobre a doença. Serão usados cartazes, panfletos e
informações divulgadas nas rádios.
O coordenador do Morhan
critica a falta de uma campanha na TV e a ausência de campanhas nacionais nos
anos anteriores. Custodio diz que é positiva a busca ativa de estudantes com
hanseníase, menos pelo número de diagnósticos e mais pelo caráter educativo da
ação.
Segundo ele, ações organizadas
por entidades independentes do governo identificaram ainda mais casos de
hanseníase que a campanha escolar de 2013.
Nenhum comentário:
Postar um comentário