FONTE: The New York Times (noticias.uol.com.br).
Um estudo
retrospectivo, publicado quinta-feira passada no periódico Neurology,
incluiu 106.601 casos de herpes-zóster e 213.202 participantes de um grupo de
controle compatível. Os pesquisadores acompanharam os participantes durante 6,3
anos em média, após terem contraído o herpes-zóster.
Após adequar os
fatores índice de massa corporal, tabagismo, hipertensão, diabetes e outros
fatores de risco cardiovascular, eles descobriram que, de um modo geral, ter
herpes-zóster não alterou o risco de um derrame cerebral, mas aumentou em 10% o
risco de ter um ataque cardíaco e em 15% o risco de ter um ataque isquêmico
transitório, ou miniAVC.
Entretanto, o risco
relativo aumentou muito entre os participantes que desenvolveram herpes-zóster
antes dos 40 anos: para o participante nessas condições o risco de ter derrame,
ataque isquêmico transitório e ataque cardíaco aumentou 2,4 vezes, 1,5 vezes e
1,74 vezes, respectivamente.
As razões não estão
totalmente claras, mas o vírus do herpes-zóster pode dilatar os vasos
sanguíneos dos nervos e causar inflamações, que podem levar a uma doença
vascular.
"Se você tem
herpes-zóster, realize exames para outros riscos cardiovasculares. Precisamos
realizar mais estudos para descobrir se a prevenção do herpes-zóster também é
uma forma de evitar derrames, ataques cardíacos e miniAVCs", afirmou a
principal autora do estudo, Judith Breuer, professora da University College
London da Universidade de Londres.
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