FONTE: TRIBUNA DA BAHIA.
O Brasil lidera o
ranking de afogamentos no mundo, que é a
segunda causa de mortes entre crianças até três anos. No último mês, duas meninas
e um menino, ambos de sete anos, morreram em acidentes causados pela falta de
segurança em piscinas.
O garoto Kauã de Jesus teve o
braço sugado por um ralo destampado num hotel de Caldas Novas, em Goiás. Ele ficou submerso durante 10 minutos e morreu num hospital de Brasília. Já
em Minas Gerais, a garota Mariana Rabelo também perdeu a vida após ter os
cabelos sugados pelo ralo de um toboágua de um clube na Pampulha. Além deles,
também morreu a menina Naisla Loyola, de 11 anos, que teve os cabelos sugados
pelo ralo da piscina de sua casa em Linhares, no Espírito Santo.
Todas essas tragédias serviram
como alerta para a necessidade de reforçar as normas de segurança nas piscinas
do País, sejam elas de áreas públicas ou particulares. Antônio Santos é
professor de natação e perdeu uma filha de dez anos que ficou presa pelos
cabelos no ralo da piscina. Ele acredita que a obrigação legal pode esclarecer os fabricantes de piscinas e a população
sobre os cuidados necessários, como aconteceu com o cinto de segurança
nos carros.
Motivado pelos recentes acidentes
envolvendo crianças que foram feridas ou mortas em piscinas, o
deputado Darcíso Perondi (PMDB-RS), pediu ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, apoio para votar o Projeto de Lei 1162/07,
do qual ele é relator na Comissão de Seguridade Social e Família. O texto quer
aumentar a segurança, especialmente dos ralos das piscinas.
"São verdadeiras armadilhas
mortais e submersas através dos ralos do fundo! Nós ouvimos técnicos,
industriais e engenheiros e há três ou quatro mecanismos disponíveis no mercado
que dão segurança”, explica Perondi. Segundo ele, os equipamentos sugeridos não
custam caro.
“Tem um sistema a vácuo, com sensor, onde há uma obstrução no ralo, em três segundos as máquinas desligam. Tem outro mecanismo que são as tampas de aprisionamento, onde a água circula, mas não suga", exemplifica o parlamentar, que quer apressar a tramitação da matéria e submetê-la à votação em Plenário até março.
“Tem um sistema a vácuo, com sensor, onde há uma obstrução no ralo, em três segundos as máquinas desligam. Tem outro mecanismo que são as tampas de aprisionamento, onde a água circula, mas não suga", exemplifica o parlamentar, que quer apressar a tramitação da matéria e submetê-la à votação em Plenário até março.
"Antigamente os carros não
tinham o cinto de segurança, os cintos eram abdominais, as pessoas pouco se
importavam. Depois que se exigiu que os fabricantes colocassem isso nos carros
e se fez uma campanha de conscientização,
todo mundo usa o cinto de segurança. Todo mundo bota o seu filho na
cadeirinha”, compara Santos.
Esperando votação.
Esperando votação.
O Projeto de Lei 1162/07, que
prevê a instalação de dispositivos de segurança nas piscinas, está desde 2007
na Comissão de Seguridade Social e
Família. Pela proposta, as piscinas já construídas e que tenham sistemas
hidráulicos em desacordo com as novas regras, terão que ser adaptadas no prazo
seis meses após a publicação da lei.
O texto ainda deve passar por duas comissões
da Câmara, mas se tiver pedido de urgência aprovado pode seguir para o Plenário
sem passar pelas comissões.
Outros sete projetos
tramitam apensados ao PL 1162/07. Todos buscam prevenir acidentes em
piscinas.
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