FONTE: CLÁUDIA COLLUCCI, DE SÃO PAULO (www1.folha.uol.com.br).
A substituição de corantes
artificiais pelos naturais não é uma solução simples nem barata para as
indústrias.
"Os produtos não ficam
tão brilhantes ou coloridos nem tão estáveis quanto à versão
industrializada", diz o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Unicamp.
Mas, quando produzidos
corretamente, os corantes naturais têm tingimento similar ao dos sintéticos,
diz ele.
Em nota, a Abia (associação
das indústrias da alimentação) diz que toda substituição de aditivo alimentar
tem impacto direto nas propriedades dos produtos.
"O desafio da indústria
da alimentação é desenvolver tecnologias e processos que aliem as exigências
regulatórias e seu compromisso com a saúde da população com a expectativa do
consumidor em relação ao produto (cor, odor, textura e sabor)", diz.
Segundo a associação, é
necessário um período de ajustamento técnico, tecnológico e produtivo, que
varia muito de acordo com os produtos em questão.
Para o consultor
norte-americano Matthew Egol, as empresas alimentícias têm se beneficiado das
mídias sociais para descobrir tendências e preferências do consumidor, mas, ao
mesmo tempo, são cada vez mais alvo de reclamações que se ampliam no ambiente
on-line.
As novas ferramentas digitais,
explica ele, ajudam as empresas a avaliar os riscos decorrentes de críticas dos
consumidores, a velocidade com a qual elas se espalham e o grau de influência
das pessoas que estão "gritando".
Embora as empresas relutem em
admitir uma conexão direta entre as cruzadas dos consumidores e as mudanças em
seus produtos, a ligação parece clara, na avaliação de Egol e de outros
analistas norte-americanos.
Casos como a da blogueira Vani
Hari e de outros ativistas no campo da alimentação saudável são exemplos sempre
citados.
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