FONTE: Thais Carvalho Diniz, Do UOL (http://estilo.uol.com.br).
Quando o
assunto é sexo, muitas vezes é a gravidez que ganha espaço entre as maiores
dúvidas a respeito da prevenção e até mesmo sobre o que pode acontecer durante
a gestação. Afinal, quem nunca ouviu que transar pode ser prejudicial para o
bebê ou que é possível determinar o gênero de acordo com o dia da fecundação?
A seguir,
conseguimos sanar seis dúvidas que envolvem os assuntos com a ajuda de
ginecologistas e obstetras.
Consultoria
| Luciana Longo, ginecologista e obstetra da área de medicina fetal do Fleury
Medicina e Saúde; Carolina Ambrogini, ginecologista do Projeto Afrodite do
Departamento de Ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo);
Flávia Fairbanks, ginecologista do Hospital das Clínicas da USP (Universidade
de São Paulo).
Sim. A menstruação é um fenômeno
diferente da ovulação e, em um ciclo regular, há um intervalo entre eles.
Entretanto, algumas mulheres que têm o ciclo desregulado, mais ou menos curto,
quando os ovários podem começar a produzir nos últimos dias de sangramento, por
exemplo. De acordo com as especialistas, é muito difícil saber exatamente
quando a ovulação começa e, por isso, o ideal é se proteger sempre se a
intenção não for ganhar um bebê. Entre os sinais desse processo estão o
desconforto na região dos ovários --nas laterais da parte baixa da barriga-- e
o conteúdo vaginal que a mulher expele nesse período, parecido com um gel.
Não. O fato é que quanto mais
tempo o sêmen ficar dentro da vagina, maior chance de um espermatozoide
conseguir chegar ao útero. Mas não é verdade que se a mulher ficar deitada por
mais tempo pode engravidar e nem que transar em pé, por exemplo, exclui
qualquer chance de fecundação. Uma gota de sêmen --que possui milhares de
espermatozoides-- pode ser o suficiente!
Não. Segundo as ginecologistas e
obstetras entrevistadas pelo UOL, pelo contrário. Muitas vezes a prática é
recomendada para manter o vínculo físico e emocional entre o casal. Grávidas
podem transar quando e como quiserem. Entretanto, em casos de risco de parto
prematuro ou ameaça de aborto, por exemplo, há contraindicações e as
orientações dos obstetras devem ser seguidas à risca. Uma precaução geral é continuar
se protegendo com preservativos, pois durante a gestação, o organismo fica mais
sensível e há maior facilidade em desenvolver corrimentos e infecções.
Sim. Se o sexo for desprotegido e
a ejaculação acontecer dentro da vagina, a possibilidade é a mesma de transar
fora dela. A água não é capaz de entrar e carregar o sêmen para fora, como
muitos imaginam. E ainda há os riscos de doenças, como a infecção urinária,
dependendo do local onde o sexo acontece.
Não. Esse é um dos maiores
"achismos" a respeito da gravidez. Muito se fala que, porque os
espermatozoides que carregam o cromossomo Y são mais rápidos e menos
resistentes e os que levam o X são mais lentos e mais resistentes, é possível
definir. Na prática, segundo as especialistas, não há estudos científicos que
comprovem que o sexo do bebê pode ser controlado dessa forma. Mas, como só
existem duas possibilidades, menino e menina, é possível que dê certo para
alguns, o que não significa que seja a regra.
Não. Do ponto de vista biológico,
o orgasmo feminino não é essencial para a fecundação. O papel fisiológico é
apenas o prazer!

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