A AMA (American
Medical Association), pediu na 3ª feira
(20.nov.2019) a proibição imediata de todos os cigarros eletrônicos e
dispositivos vaping. O grupo está solicitando aos reguladores e
legisladores em nível estadual e local que tornem ilegal a venda e a
distribuição de todos os produtos, e estipula que sua comercialização seja
feita mediante receita médica. A expectativa é que o setor reaja.
A Associação demonstrou
preocupação com o aumento no uso dos dispositivos por menores de idade, que
normalmente fazem uso de 1 produto que contém nicotina. É ilegal vender
produtos vaping para pessoas com menos de 18 anos no país.
O grupo de médicos chamou
a atenção para problemas de saúde como o recente surto de doenças pulmonares
nos EUA associado ao uso dos cigarros eletrônicos. A maioria dos doentes disse
ter usado cápsulas para a inserção do THC, substância psicoativa da maconha,
que as autoridades acreditam ser culpadas pela possibilidade de terem sido
adulteradas. O surto chamou a atenção da associação, que alerta para o pequeno
número de evidências sobre as consequências de curto e longo prazo do uso dos
produtos. A epidemia causou a morte de 42 pessoas. Cerca de 2.100 pessoas
ficaram doentes.
O grupo já havia
solicitado que todos os vaporizadores com aromatizantes e as propagandas sobre
eles fossem banidos do país. Até agora, a Food and Drug Administration (FDA),
órgão responsável pela fiscalização dos dispositivos, não
inspecionou ou aprovou milhares deles, à venda
no mercado. O prazo para a finalização desta análise é maio de 2020.
Em comunicado oficial,
a FDA pediu que os
consumidores parassem de usar produtos vaping contendo THC
assim como dispositivos obtidos no mercado negro.
A maior fabricante de
cigarros eletrônicos dos Estados Unidos, Juul Labs, não comentou a solicitação
da AMA.
O presidente Donald
Trump desistiu de promulgar projeto de lei para banir
todos os vaporizadores com aromatizantes no país. Segundo o Washington Post, a
decisão de Trump foi motivada pelo aviso de seus assessores dizem que as
restrições propostas teriam consequências políticas negativas entre os seus
eleitores. O presidente é candidato à reeleição em 2020.


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