A Petrobras anunciou,
na terça-feira (19), alta de 2,77% (ou R$ 0,05) no
preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas
refinarias. Com a mudança, o valor foi para R$ 1,855 o litro. A estatal
anunciou ainda alta de 1,18% (ou R$ 0,026) no preço médio do litro do diesel
nas refinarias. Com a mudança, o valor foi para R$ 2,229 o litro.
O ajuste veio após as
empresas importadoras acusarem a Petrobras de controlar o mercado e impedir a
concorrência. Pelas contas da Associação Brasileira dos Importadores de
Combustíveis (Abicom), a estatal estava há 53 dias sem reajustar a gasolina e
há 18 dias no caso do óleo diesel. Com isso, diz a entidade, a tabela da
estatal se mantém desalinhada do mercado externo, o que impossibilitaria outras
empresas de adquirir os dois produtos no exterior para atender ao mercado
interno.
Em julho de 2019, a
Petrobras divulgou mudança na política de reajustes nos combustíveis, que
passaram a ser realizados sem periodicidade definida. A estatal também começou
a publicar em seu site os preços de venda da gasolina e do diesel divididos em
mais de 30 pontos espalhados pelo País. A mudança segue na direção do esforço
da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) de oferecer mais
transparência aos preços dos combustíveis por região.
Segundo a Petrobras, o
combustível entregue às distribuidoras tem como base o preço de paridade de
importação, formado pelas cotações internacionais mais os custos que
importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, além de uma margem que
cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços).



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