O clitóris, órgão de
prazer sexual feminino, possui oito mil terminações nervosas. Por ser tão
sensível, ele pode ser estimulado de diferentes
formas. A maneira tradicional é através do contato com as
mãos — mas não é a única. Algumas mulheres optam pelo uso de acessórios
eróticos, como vibradores,
para ajudar a atingir
o orgasmo. Mas existe ainda outra técnica, mais sutil, de estimular
a região: o cruzar das pernas.
Pareceu estranho? Júlia
Antunes Teixeira, fisioterapeuta pélvica do Instituto Villamil, relembra que
nem sempre as mãos são necessárias para proporcionar o prazer
feminino. "Durante o sexo, por exemplo, o orgasmo pode
ser atingido através da fricção do clitóris com a pele do(a) parceiro(a). A
língua também pode ser usada". Seguindo a mesma lógica, a mulher pode
proporcionar prazer a si mesma apenas contraindo as coxas.
Para chegar lá, a
profissional adianta que é preciso estar bastante excitada.
Caminho
do prazer.
Júlia explica que
quando pensamos em algo que nos excita, a circulação é direcionada para os
órgãos sexuais. "Para manter o sangue na região, os músculos do assoalho
pélvico se contraem, enquanto o clitóris fica ereto", detalha. Por isso a
dica é começar pela mente: lembre uma experiência anterior, use a imaginação
para criar situações novas ou recorra a um filme ou livro que excite. "Também
vale a pena passar um pouco de lubrificante no clitóris antes de tentar a
posição", diz.
O uso das mãos não está
totalmente descartado: "No início, também é indicado fazer movimentos com
os dedos que estimulem o prazer através de fricções lentas, leves e constantes",
indica.
Hora
de tentar.
Cruze as pernas sentada
ou deitada. Se preferir deitar, a dica é pressionar uma das pernas contra o
colchão ou contra a beirada da cama, para aumentar a pressão sobre a região.
Então, a ideia é fazer várias contrações, cada vez mais longas e fortes, até
atingir o orgasmo.
"Um detalhe
importante é não se sabotar. Não pense que não vai conseguir, pois isso
atrapalha. Esteja entregue ao momento e continue estimulando a mente. Se não
chegar lá com as pernas cruzadas da primeira vez, finalize de outra forma e
tente novamente outro dia. O importante é treinar", recomenda.
Quem
pode fazer?
Não há restrição: a
fisioterapeuta garante que qualquer mulher pode colocar a técnica em prática.
De acordo com Júlia, 3 em cada 10 mulheres não têm consciência sobre o assoalho
pélvico, o que dificulta o prazer a sós e a dois. Logo, a técnica pode ajudar a
entender como funcionam os reflexos, o controle e a resistência desta parte do
corpo.
"Para quem sofre
de disfunções sexuais, como o vaginismo, ou que não
está acostumada a se masturbar, o acompanhamento
profissional com um fisioterapeuta pode ajudar", aconselha.


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