FONTE:
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(http://noticias.uol.com.br).
Uma pesquisa
confirmou a ligação entre o consumo de álcool e um risco maior de câncer de
mama em mulheres.
De acordo com um
estudo, do Fundo Mundial para Pesquisas sobre Câncer, meia taça de vinho ou um
copo pequeno de cerveja já pode aumentar o risco.
O mesmo estudo também
confirmou que exercícios regulares de alta intensidade podem reduzir o risco de
sofrer da doença.
Mas é assim tão simples?
O câncer de mama é o
segundo tipo de tumor maligno mais incidente entre as brasileiras, atrás apenas
do câncer de pele não melanoma, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer
(Inca).
Mas os médicos ainda
não conseguem explicar por que esse tipo de câncer afeta algumas pessoas e não
outras.
Há vários fatores
envolvidos, incluindo estilo de vida, níveis de hormônios e outras condições
médicas. Basicamente, é um conjunto de causas e não faz muito sentido focar em
apenas uma delas.
Então quais são os riscos
para o câncer de mama?
Para começar, há
alguns fatores impossíveis de controlar, como sexo, idade, altura, genes e
início da menstruação.
Ser mulher, ter mais
de 50 anos, ter passado pela menopausa e ter um histórico de câncer de mama na
família são fatores que aumentam o risco de ter a doença.
Ser alta e ter
começado a menstruar antes dos 12 anos de idade também são considerados riscos.
No total, o Centro de
Pesquisa sobre o Câncer do Reino Unido lista 18 fatores diferentes que podem,
até certo ponto, ser a causa do câncer de mama. O álcool é um deles.
O que isso realmente
significa?
Significa que a cada
100 mulheres, cerca de 13 provavelmente terão câncer de mama de qualquer
maneira.
E, se todas elas
beberem uma taça pequena de vinho todos os dias, um caso extra pode ser
desenvolvido nesse grupo de 100 mulheres.
Exercícios e dieta.
A pesquisa também
indicou que praticar exercícios mais intensos, como correr ou andar de
bicicleta, diminui o risco de câncer de mama na pós-menopausa em 10% na
comparação com mulheres menos ativas.
Amamentar também
diminui o risco da doença. E há evidência, embora ainda limitada, de que comer
verduras como repolho e espinafre diminuem o risco de um tipo menos comum de
câncer de mama.
Já se sabe que
exercícios físicos regulares, uma dieta balanceada e manter um peso saudável
são importantes para reduzir o risco de muitas doenças, incluindo vários tipos
de câncer.
Mas os cientistas
afirmam que todos esses fatores interagem entre si, o que dificulta identificar
quais estão causando o câncer e até que ponto.
Qual é a recomendação para
o consumo de álcool?
Novas recomendações
médicas introduzidas em 2016 na Grã-Bretanha dizem que homens e mulheres não
devem beber mais de 14 unidades por semana - o equivalente a três litros de
cerveja ou sete taças de vinho - e alguns dias devem ser livres de álcool.
As recomendações,
feitas pelo Chief Medical Officer (CMO na sigla inglesa, o principal assessor para
assuntos de saúde do governo), são baseadas em pesquisas que mostram que
qualquer quantidade de álcool pode aumentar o risco de câncer. Mulheres
grávidas são aconselhadas deixar o álcool de lado.
Qual foi a reação a essa
pesquisa?
Especialistas em
câncer dizem que as descobertas não trazem dados novos sobre a ligação entre
álcool e câncer de mama, que é bastante conhecida.
Se quiser manter a
situação a seu favor, eles dizem que é uma boa ideia não beber álcool por
alguns dias da semana e não aumentar a ingestão de bebidas alcoólicas.
No entanto, o
Instituto Cancer Research diz que não há motivo para alarme --é preciso ter uma
visão ampla da situação.
Consumir álcool tem
um efeito maior nos riscos de vários outros tipos de câncer --incluindo de
boca, fígado e bexiga-- do que no de câncer de mama, então não há motivo para
focar no álcool.
Kevin McConway,
professor emérito de estatística aplicada da Open
University (universidade aberta
britânica), diz que os riscos "devem ser considerados em relação ao prazer
que as mulheres podem ter ao beber".
A pesquisa não
determina riscos absolutos e, portanto, não serve como base para recomendar que
as mulheres parem de beber completamente, segundo David Spiegelhalter,
professor de estatística da Universidade de Cambridge.
Porém, Anne
McTiernan, líder do estudo e especialista em câncer do Centro Fred Hutchinson
de Pesquisa em Câncer, de Seattle, nos Estados Unidos, afirma que a evidência
sobre câncer de mama é clara.
"Ter um estilo
de vida ativo fisicamente, manter um peso saudável ao longo da vida e limitar a
quantidade de álcool são passos que as mulheres podem tomar para diminuir esse
risco".

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