Tatuar a região com o objetivo de cobrir as varizes pode trazer riscos
que vão desde pequenos sangramentos até embolia pulmonar.
Já faz tempo que as
tatuagens deixaram de ser apenas ilustrações na pele para virar parte da
personalidade de cada um. Porém, segundo a angiologista Dra. Aline Lamaita,
membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, quem tem
tendência ou histórico de varizes precisa tomar cuidado ao tatuar as pernas.
“Quando as varizes surgem sob as tatuagens, a tinta na pele pode dificultar que
alguns tratamentos vasculares sejam feitos de forma adequada, como a cirurgia,
a aplicação de medicamentos e o laser. Além disso, existe também o risco de o
corte ou irradiação de luz na pele danificarem o desenho”, completa a
especialista.
O problema é ainda
maior quando o paciente tem varizes e recorre as tatuagens para cobri-las. Isso
por que o ato de tatuar pode acabar lesionando o vaso, levando a sangramentos
e inflamações,
principalmente em veias de grosso calibre, que, por serem muito superficiais,
podem gerar flebites. “A flebite é todo tipo de inflamação da parede das veias,
tanto do sistema nervoso superficial, como do profundo. Se não for tratada
corretamente, a flebite pode evoluir para uma inflamação chamada tromboflebite,
quando ocorre também a obstrução das veias, e o coágulo sanguíneo pode acabar
migrando para o pulmão e provocar embolia pulmonar”, alerta a cirurgiã
vascular.
Por isso, a médica
aponta que o mais indicado é primeiro tratar a condição com um cirurgião
vascular e só depois, quando não houver mais restrições, buscar um profissional
para tatuar o corpo. “Se a pessoa não tiver varizes nas pernas não há
contraindicação para a tatuagem. Mas como é difícil determinar previamente se
uma pessoa terá varizes, já que o único indicativo seguro do possível
surgimento da doença é o histórico familiar, o ideal é que você consulte um
médio especializado, pois apenas ele poderá verificar se você possui tendência
a formação de varizes e te indicar o melhor lugar para a realização da
tatuagem”, finaliza a Dra. Aline Lamaita.
*** FONTE: Cirurgiã
vascular e angiologista, Dra. Aline Lamaita.

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