Acredite, esses alimentos
fazem muito mal e, se possível, muitos deles você deve eliminar completamente
da sua dieta.
Todos nós já sabemos o
papel da alimentação no processo de fortalecimento do sistema
imunológico. Mas quais alimentos comer? E quais não
comer?
“De forma geral, temos
que aumentar a ingestão de alimentos in natura, aqueles obtidos de plantas ou
animais que chegam ao consumidor sem terem passado por nenhum tipo de
processamento. Nessa categoria se enquadram alimentos como frutas, legumes,
verduras, hortaliças, grãos, nozes e ovos. São eles que provêm os nutrientes
necessários para o bom funcionamento orgânico”, afirma a Dra. Marcella Garcez,
médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. “Mas alguns
outros alimentos devem ter seu consumo minimizado ao máximo, pois estão
relacionados ao aparecimento ou piora de diabetes, doenças cardiovasculares e
obesidade, além de aumentarem o perfil inflamatório e piorarem as respostas
imunológicas do nosso organismo”, completa a médica. Abaixo, os 6 piores
alimentos ou bebidas que devem ser evitados:
1)
Açúcares simples: Fuja principalmente do açúcar branco, mas
também do mascavo, do mel, do açúcar demerara, da alfarroba, do açúcar de coco,
maltodextrina, dextrina, frutose, glicose, glucose, oligossacarídeos, sacarose,
xarope, xarope de milho e outros carboidratos simples além de todas as farinhas
brancas e refinadas. “O consumo abusivo de açúcares aumenta
o perfil inflamatório e também o risco e prevalência de doenças como diabetes e
obesidade, que contribuem para o agravamento dos sintomas da Covid-19″, afirma
a Dra. Marcella. “Passe a se preocupar com o que come, pois carboidratos com
alto índice glicêmico provocam aumento instantâneo de radicais livres e
glicação das proteínas. O excesso de radicais livres pode alterar proteínas,
lipídeos e até mesmo o DNA. É sabido que pacientes sedentários ou obesos
possuem marcadores de estresse oxidativo muito maiores que pacientes magros e
ativos fisicamente. Isso explica a maior incidência de câncer, doenças
cardiovasculares, infarto, hipertensão e, também, como todas as células, o
envelhecimento cutâneo é afetado. A pele torna-se mais flácida, porque o
colágeno é afetado pelo excesso de açúcar. De forma geral, com um excesso de
açúcar circulante as respostas imunes são piores, os riscos de infecção por
micro-organismos são maiores e os processos de recuperação e cicatrização são
mais lentos”, afirma a cirurgiã plástica Dra Beatriz Lassance, membro do
American College of LifeStyle Medicine.
2)
Sal:
O uso excessivo de cloreto de sódio é o principal fator alimentar que aumenta a
prevalência de hipertensão arterial, outra comorbidade relacionada aos riscos
de piora quando há infecção pelo novo coronavírus. “O excesso de sódio é
um vilão porque ele vai contribuir com o aumento de pressão arterial, que é um
fator de risco para a doença aterosclerótica e problemas circulatórios, além de
piorar a retenção hídrica. Se você tem uma dieta muito rica em sódio, você tem
maior tendência a retenção de líquidos no organismo”, afirma a Dra. Aline
Lamaita, angiologista e cirurgião vascular, membro do American College of
Lifestyle Medicine. Vale lembrar que o sódio também pode estar presente em
alimentos doces ou sucos, uma vez que é utilizado para realçar o sabor. “Quando
um alimento não leva açúcar e sim adoçante, uma maneira que a indústria usa
para mascarar aquele sabor desagradável do adoçante e melhorar o sabor do
alimento é acrescentando sódio. Você pode reparar que todo produto que é light,
diet, zero, que é limitado em açúcar e contém adoçante, tem mais sódio em geral
do que as versões regulares”, completa a angiologista.
3) Gorduras não saudáveis:
“As gorduras trans, as interesterificadas (óleos que foram modificados
quimicamente), as vegetais hidrogenadas, as frituras de imersão e gorduras
saturadas de origem animal, devem ser evitadas ou consumidas muito
eventualmente porque aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e
metabólicas, portanto agravam os riscos da Covid-19”, afirma a Dra. Marcella.
“O grande problema dos altos níveis de colesterol no sangue está no fato de ser
uma intercorrência silenciosa: o colesterol aumentado pode não causar sintoma
nenhum, obstruindo as artérias aos poucos. Então, em alguns casos, a primeira
manifestação da alta do colesterol é um evento como infarto ou derrame, quando
já é tarde para prevenir. Como é uma doença silenciosa, que quando se manifesta
pode concursar com situação grave, a melhor política é a prevenção, com dieta e
estilo de vida saudável, além de avaliação médica periódica”, alerta a
angiologista Dra. Aline Lamaita.
4) Alimentos
ultraprocessados: “São todos aqueles nos quais não conseguimos identificar a
composição, nem o que dá a eles sabor e cor. Repletos de aditivos químicos e
ingredientes sintéticos, esses alimentos geralmente trazem muitas calorias e
pouco valor nutricional, portanto devem ter seu consumo restrito”, afirma a
Dra. Marcella. Já os alimentos minimamente processados e processados, que são
aqueles que receberam algum processamento para facilitar o consumo e a
conservação, podem ser inseridos em um plano alimentar adequado, desde que
sejam boas escolhas.
5)
Bebidas alcoólicas: A ingestão abusiva de bebidas
alcoólicas é um dos grandes problemas desses tempos de pandemia, porque agrava
as condições de saúde, pois sobrecarrega fígado e pâncreas, além de agravar o
perfil inflamatório do organismo e piorar as respostas imunológicas, segundo a
médica nutróloga. “O álcool em excesso provoca um aumento enorme na produção de
radicais livres e uma inflamação generalizada”,
afirma a Dra. Beatriz. Por favorecer a desidratação, o álcool, além de aumentar
a incidência de câimbras e dores musculares, ainda pode fazer com que o
organismo retenha mais líquidos. “Como resultado, ficamos mais edemaciados, a
pressão vascular pode aumentar, o que contribuir para o surgimento de problemas
vasculares como varizes e trombose”, afirma a cirurgiã vascular e angiologista
Dra. Aline Lamaita. Outros complicadores são os riscos do desenvolvimento de
consumo compulsivo e alcoolismo, que podem levar ao agravamento de problemas sociais
e ainda concursam com maiores índices de violência doméstica.
6)
Refrigerantes: O consumo de refrigerantes aumentou
também nesse período de isolamento social, particularmente entre crianças e
adolescentes que estão em casa. “Sabendo que os refrigerantes não têm
nutrientes benéficos, além da água, sendo que as versões regulares trazem muito
açúcar e as versões diet possuem muito sódio, sua ingestão deve ser
desencorajada”, afirma a Dra. Marcella Garcez. Um estudo publicado em setembro
do ano passado no JAMA Internal Medicine, que incluiu mais de 450.000
indivíduos de 10 países, apontou que o consumo de apenas dois copos de
refrigerante por dia é suficiente para aumentar o risco de morte por diferentes
causas.
Por fim, a nutróloga
ressalta que, nesse momento, o ideal é apostar nos alimentos in
natura e em preparações preferencialmente caseiras,
priorizando as proteínas de alto valor biológico (carnes, ovos e leguminosas),
os ácidos graxos ômega-3 (peixes de água fria e sementes oleaginosas), vitamina
C (frutas cítricas e vegetais verde escuro), polifenois (vegetais pigmentados e
frutas de coloração avermelhada) e caratenoides (vegetais amarelos, alaranjados
e vermelhos como abóbora, cenoura e tomate), além de realizar acompanhamento
nutrológico, por telemedicina, com um médico capacitado e preferencialmente
membro da Associação Brasileira de Nutrologia, pois ele fará orientações, plano
de alimentação e suplementação de acordo com as necessidades de cada paciente.
*** FONTES: DRA.
MARCELLA GARCEZ, DRA. ALINE LAMAITA, DRA. BEATRIZ LASSANCE.

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