quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PMDB DIZ QUE PRISÃO DE ENVOLVIDOS EM FRAUDE DA AGERBA FOI ‘COVARDE’...

FONTE: CORREIO DA BAHIA.
O PMDB divulgou uma nota à imprensa nesta quarta-feira (25) em que acusa o governo estadual de perseguição política no caso da prisão de sete pessoas envolvidas em esquema de pagamento de propina na Agerba. Segundo o partido, a perseguição seria uma resposta 'covarde' personificada pelo governador Jaques Wagner. O PMDB ainda caracteriza a ação como 'mais uma página negra, que registra a violação da cidadania' pelo governo petista.
'O PMDB teve a coragem de deixar o governo justamente por discordar do modelo administrativo que ai está. Doa a quem doer, o partido continuará defendendo uma candidatura que pense na Bahia do futuro, sem grampos, sem violência, mais transparente e competente', conclui a nota.
A investigação da Polícia Civil baiana sobre um suposto esquema de corrupção na Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia) envolve o nome de Lúcio Vieira Lima presidente do PMDB no estado e irmão do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Segundo informações publicadas pela Agência Estado, Lúcio é citado em gravações de criminosos como 'gordo', 'gordinho' e 'gordo jovem'. Lúcio defendeu-se das acusações dizendo que não é o 'único gordo da Bahia'.
Foi através da indicação de Geddel que Antonio Lomanto Netto - um dos sete presos na operação Expresso - assumiu, em 2005, a Superintendência de Transporte Público ( STP), órgão da prefeitura que era responsável pelo sistema de transporte de passageiros na capital. Filiado ao PMDB e apontado como um dos principais articuladores políticos do partido atualmente, Lomanto Netto foi alçado à direção da Agerba novamente pelas mãos do ministro.
PRISÃO E SOLTURA.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão. Os ex-diretores da Agerba, Antonio Lomanto Netto e Zilan da Costa e Silva, foram presos acusados de receber propina de empresários no valor de R$ 400 mil para permitir compra de empresa de transporte irregular sem licitação. Também foram presos o advogado Carlos Eduardo Vilares Barral, a advogada Ana Luiza Dórea Velanes e o proprietário da empresa Rota Transportes, Paulo Carleto, e os donos das empresas Planeta, José Antonio Marques Ribeiro, e da Expresso Alagoinhas, Ana Penas Pinheiro. Os donos das empresas entram no inquérito como corruptores do esquema ilegal de concessões.
Doze horas após a prisão dos sete acusados com o esquema de propinas na Agerba, a juíza Leonildes Bispo dos Santos Silva, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Salvador, mandou soltar todos os envolvidos no início da noite desta terça-feira (24). Todos tiveram revogada a prisão temporária - regime em que os suspeitos ficam detidos enquanto são recolhidas provas.
DENÚNCIA ANÔNIMA.
Em entrevista nesta tarde ao programa Bahia Notícias no Ar, o secretário de Segurança Pública César Nunes descartou motivação política na operação. 'A Polícia cumpriu o seu dever de forma correta, tanto que a Justiça concedeu os mandados de prisão e busca e apreensão'.
Ele ainda revelou que a investigação teve início a partir de uma denúncia anônima feita por um funcionário da Agerba. 'Todo o nosso trabalho teve início a partir da denúncia de uma pessoa que trabalha na Agerba. Por isso, é importante o cidadão usar o disque denúncia e colaborar com a Polícia'.

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