A testosterona é o
principal hormônio masculino, mesmo sendo comum também em mulheres. Com o
passar dos anos, sua quantidade também cai nos homens, quando eles passam pela
chamada andropausa. O problema é homens com esse hormônio em menor quantidade
estão em maior risco de saúde, principalmente a do coração. Pelo
menos isso foi demonstrado em um estudo publicado no The
European Heart Journal.
O estudo foi feito com uma base de dados dos veteranos de
guerra dos Estados Unidos, que reúne informações de 83 mil homens com mais de
50 anos. Os dados foram coletados entre 1999 e 2014. Os estudiosos dividiram
esses homens em três grupos:
-Grupo 1: homens que tiveram seus níveis de testosterona
tratados até atingirem a normalidade;Grupo 2: homens tratados com reposição de
testosterona, mas que não atingiram os índices normais;Grupo 3: homens não
tratados e que tinham níveis de testosterona baixos
Os grupos foram feitos de forma que homens com perfis de
saúde similares foram comparados, além disso, os pesquisadores levaram em conta
diversos fatores que podem afetar o risco cardiovascular, como idade, índice de
massa corporal (IMC), incidência de doenças crônicas, níveis mais altos de colesterol LDL e uso de estatinas, aspirina e beta-bloqueadores.
Ao comparar os grupos, eles perceberam que as pessoas do
Grupo 1, com a testosterona restaurada aos níveis normais tinham 56% menos
chances de morrer durante o período de observação (cerca de 5 anos) em
comparação ao Grupo 3, que nunca se tratou. Nessa comparação, os cientistas
também perceberam que eles tinham 24% menos chances de ter um infarto e 36%
menos chances de ter um AVC.
Agora, ao comparar os membros do Grupo 2 e 3, ou seja, os
que se trataram sem restaurar completamente os níveis de testosterona com os
que nunca se trataram, não houve grandes diferenças, apenas uma redução pequena
nos níveis de mortalidade.
Os especialistas ainda não sabem ao certo qual a relação
entre a testosterona e essa melhora, mas pode estar relacionada a diversos
fatores, como o índice de gordura corporal, resistência à insulina, inflamações, entre outras questões. No
entanto, ainda é preciso entender também como deve ser essa reposição de
testosterona para chegar a estes resultados.


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